terça-feira, 26 de agosto de 2014

A SURPRESA

Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada. Como sou misteriosa. Sou tão delicada e forte. E a curva dos lábios manteve a inocência. 
Não há homem ou mulher que não se tenha olhado ao espelho e se surpreendido consigo próprio. Por uma fração de segundo a gente se vê como um objeto a ser olhado. A isto se chamaria talvez de narcisismo , mas eu chamaria de: alegria de ser. Alegria de encontrar na figura exterior os ecos da figura interna: ah, então é verdade que eu não imaginei , eu existo.






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